Tid  7 timer 46 minutter

Koordinater 2599

Uploadet 19. april 2019

Optaget april 2019

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287 m
33 m
0
34
67
134,58 km

Vist 37 gange, downloadet 2 gange

tæt på Montemor-o-Novo, Évora (Portugal)

ESTRADA NACIONAL 2 (EN2) – PORTUGAL

De todas as estradas de Portugal, há uma com uma mística e algo de lendário que a distingue das outras, e à qual foi dado o nome de Estrada Nacional nº 2. Antiga Estrada Real, é a maior da Europa e foi projetada como ligação entre Chaves e Faro, num percurso único e vertiginoso que atravessa mais de 30 municípios. É a estrada nacional mais extensa de Portugal e a única a atravessar o país de lés a lés. Ao longo dos seus 738 km, num percurso vertiginoso pela espinha dorsal do país, atravessa 36 municípios, 11 distritos (Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro), 8 províncias (Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve), 32 concelhos, 11 rios e 4 serras, passando pelo interior das povoações e ligando paisagens tão diferentes como as vinhas durienses, as planícies alentejanas ou as praias algarvias. É a terceira estrada mais extensa do mundo, logo a seguir à rota 66 dos Estados Unidos e à rota 40 da Argentina.

O troço da EN2 confunde-se com a própria história, sendo que muitos segmentos já eram as principais vias romanas que atravessavam a Lusitânia. Com o passar do tempo, as principais vias foram sendo melhoradas e ligadas umas às outras e até ao final do séc. XIX, grande parte daquela que é hoje a EN2 já era Estrada Real. Em 1884, o percurso de Faro a Castro Verde passa a designar-se Estrada Distrital nº 128. Com a implantação da república a estrada chega a Beja e ganha o título de Estrada Nacional nº 17, passando a chamar-se mais tarde a Estrada Nacional nº 19. Um dos grandes projectos do Estado Novo era a criação de uma estrada que ligasse o país de lés a lés pelo centro, e a partir de 1930 começaram a ser alcatroados os troços de pedra e de terra e construídas as ligações necessárias, até que em 1945 é classificada a Estrada Nacional nº 2. O troço que liga Almodôvar a São Brás de Alportel foi, em 2003, classificado como Estrada Património devido ao riquíssimo património que a envolve, fazendo parte da primeira edição em livro das estradas património em Portugal, lançado pelas Infra-estruturas de Portugal. Na Foz do Dão, Santa Comba Dão, a estrada atravessava a imponente Ponte Salazar que estabelece também os limites dos concelhos de Santa Comba Dão, Penacova e Mortágua, divide os distritos de Coimbra e Viseu e separa a Beira Litoral da Beira Alta, hoje submersa pela Barragem da Aguieira. O trajecto efectua-se actualmente pela ponte resultante do paredão da barragem.

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INFORMAÇÃO: por razões logísticas, optei por iniciar esta rota em Faro, subindo o país até ao seu centro geodésico, próximo de Vila de Rei, onde concluí a primeira fase. Num futuro próximo, reiniciarei a rota em Chaves, descendo o país até ao mesmo ponto onde terminei a primeira fase, concluindo assim este projeto.

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EN 2 - ETAPA 3: Montemor-o-Novo - Ciborro - Mora (Fluviário de Mora) - Barragem de Montargil - Ponte de Sôr - Bemposta - Abrantes
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Ciborro (km 500)

IMPORTANTE: ao entrar na povoação, existe um pequeno café, junto ao marco do km 500. Embora tenha no exterior referência à rota Nacional 2, NÃO TEM CARIMBO para o passaporte e apenas vendem itens relacionados (autocolantes, t'shirts, etc...). Mas o que é de realçar é a ANTIPATIA da proprietária, que mais parece estar a fazer um frete a quem lá para. Nada atenciosa, chega mesmo a ser prepotente nas atitudes (atenção que isto não é pessoal, é uma constatação real). Não se percebe a razão da publicidade à Rota da Nacional 2 se depois o resultado no atendimento é para esquecer!!! Enfim, se quiserem experimentar, estão por vossa conta. Fica o aviso!!! CIBORRO - Inicialmente Aldeia Nova de Valenças (terras no condado de Valenças). A palavra Ciborro designava inicialmente um dos montes que integravam a herdade do paço. Passou a freguesia em 1986. O Património Cultural edificado no Ciborro é constituído pela igreja de S. Lourenço e pelo vale das antas no Paço de Aragão. Porém, nos nossos dias, a principal atração turística desta a freguesia do concelho de Montemor-o-Novo é a Barragem da Atabueira e as atividades do Ski Clube do Alentejo. A sua Escola de ski aquático, conta com pistas de Slalom, mini-Slalom, pista de figuras, rampa de saltos, material para todos os níveis e monitores especializados. Assinale-se ainda o interesse turístico da caça, dos concursos de pesca, e ainda os torneios de tiro aos pratos. Ciborro - semeada nas terras de Valenças, entranhada na paisagem a caminho de Aviz.
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Mora

Vila Alentejana, sede de município, Mora espelha na perfeição a tradicional paz de espírito da região Alentejana. Concelho localizado na bacia hidrográfica do Tejo e rodeado de matas de sobreiros, olivais, pinhais, na região o contacto com a natureza é absoluto, sendo mesmo o município com maior densidade florestal a sul do Tejo, e o quinto do País. Com vestígios de ocupação humana desde tempos pré-históricos, encontra-se na sua área imensos monumentos megalíticos e antas, muitas em bom estado de conservação, como é exemplo a Capela de S. Dinis, em Pavia, onde, na Idade Medieval, se adaptou uma grande anta a capela, e que é um dos marcos da região. A gastronomia da região é muito rica e tradicionalmente Alentejana, onde o pão é rei, e iguarias como o ensopado de borrego, as migas de espargos e a açorda de bacalhau o melhoram, não esquecendo a típica sopa de coelho, a tomatada ou a sopa de beldroegas. O Largo do Calvário é referenciado pelos mais entendidos, sem certezas, como o local de nascimento da vila de Mora. Depois poderá começar, por exemplo, pela Torre do Relógio, um dos pontos de desenvolvimento da mesma. Visite a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça (século XVI/XVII), e contemple no seu interior os elementos oitocentistas de influência neoclássica, acrescentados já depois de restaurada. Continue e passe pela Igreja da Misericórdia, um templo de construção quinhentista. Aqui encontrará uma raridade: um dos sinos mais antigos do país (século XIV), originário do Convento de São Bento de Cástris (Évora). Siga até à Ermida de Santo António, em tempos ermida de peregrinação, e admire o seu interior, bastante rico ao nível arquitetónico, e a simplicidade da fachada exterior. Localizado praticamente no centro da vila de Mora, o Museu do Megalitismo, único a nível nacional, é a concretização de um sonho antigo da autarquia (inaugurado em 2016), no sentido da valorização do vasto e riquíssimo património megalítico existente no Concelho. O Núcleo Regional do Megalitismo de Mora resgata uma infraestrutura historicamente importante para a população, a antiga Estação do Caminho de Ferro. A inovação, o dinamismo e a interactividade marcam a diferença neste equipamento único a nível nacional. Um espaço de cultura e lazer, cuja exposição permanente dá a conhecer o legado arqueológico da região, resultado do vasto trabalho desenvolvido ao longo dos anos. A criação desta nova valência representa também o crescimento da oferta turística e sócio-económica do Concelho, funcionando como complemento à já existente, como é o caso do Fluviário de Mora e existem entradas que permitem o acesso aos dois equipamentos a um preço mais económico. Finalmente, se é apreciador da pré-história e da arqueologia, não deixe ainda de visitar, já nos arredores, o Cromeleque do Monte das Fontaínhas Velhas, um magnífico vestígio pré-histórico, com seis monólitos ainda de pé, de forma ovoide e planta em ferradura.
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Fluviário de Mora

No Parque Ecológico do Gameiro, em Cabeção, encontra-se o Fluviário de Mora, uma espécie de “oceanário de água doce”. Com vários aquários e espaços diferentes, aqui encontra recriado um ecossistema dos rios portugueses, com as várias espécies de peixes que habitam, ou habitaram, os nossos rios. Este fluviário é a primeira estrutura deste género na Europa e a terceira no mundo. Um grande motivo para visitar Mora.
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Barragem de Montargil

Montargil é uma vila portuguesa do conselho de Ponte de Sôr no distrito de Portalegre. A barragem é o principal polo de atração, mas o património cultural disponível na freguesia é igualmente interessante e diversificado. É o caso da Igreja Matriz, da Igreja da Misericórdia, da Capela de Santo António, da Capela de São Sebastião, da Capela de S. Pedro e da Capela do Senhor das Almas. Estas são exemplos das pequenas igrejas e capelas rurais tardo-barrocas da região, obedecendo a um modelo simples e humilde. Junto à Igreja Matriz, passe pelo Cruzeiro de Montargil, monumento construído em granito para comemorar o ano santo de 1950. Tem dois degraus de pedra de forma quadrada e uma coluna com uma esfera de pedra. No Alto Alentejo, a mancha azul da Barragem de Montargil é sinónimo de tempo para descontrair e recuperar forças. A construção da barragem tem origens económicas, afinal era necessário encontrar uma solução para irrigar o Vale e produzir eletricidade. Mas a área inundada de 1646 hectares, com água proveniente da Ribeira de Sôr, são ideais para banhos, pesca desportiva e provas náuticas.
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Ponte de Sôr

A origem do nome da cidade, deve-se à existência da ponte romana sobre a ribeira de Sor, sendo esta o ex-líbris do município. É caracterizada pelas lezírias do Sor, grandes campos de cultivo que circundam a cidade. Dos principais monumentos históricos, destaca-se a ponte oitocentista sobre a ribeira de Sor, que originariamente seria de origem romana, mas por ter ruído foi erguida esta outra durante o reinado de D. João VI; a Igreja Matriz, do século XVII, reedificada após um incêndio e que apresenta um belo altar de ferro forjado na janela da sacristia; a Igreja da Misericórdia; a Capelinha dos Paços do Calvário, as Capelas de São Pedro e Santo António (século XVII), de São Sebastião e a Capela do senhor das Almas; o edifício dos antigos Paços do Concelho, erguido em 1886; a orgulhosa Fonte da Vila e a antiga Fábrica de Moagem de Cereais e Descasque de Arroz, hoje um moderno centro cultural onde funciona a Biblioteca Municipal, o Arquivo Histórico Municipal e o Centro de Artes e Cultura – um centro de exposições de arte.
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Bem-posta

Quem está de visita à Bemposta, oriundo de Abrantes, encontra no seu lado esquerdo um fontanário, construído em 1934 e do lado direito um pequeno jardim com um espelho d’água. Mais à frente, à direita passa por um oratório. A Igreja primitiva foi demolida e no seu lugar construiu-se, em 1967, a atual Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria Madalena. Pode ainda observar-se o busto do Dr. Manuel Rodrigues Júnior que foi várias vezes Ministro da Justiça. Nesta Freguesia encontra-se ainda a Capela de Tamazim, construída em 1641 para comemorar a vitória sobre os Castelhanos e dedicada a Nossa Senhora da Luz, situada no extremo oeste da Freguesia bem junto à fronteira com o concelho de Chamusca e com a localidade de Semideiro. Pode contemplar-se também a capela de S. Domingos, situada no extremo sudoeste, na fronteira com o concelho de Chamusca, perto da localidade da Foz. A visitar também na Freguesia as lagoas artificiais do Casalão, em Chaminé, a Barragem das Tojeiras, as lagoas “barragens” da Herdade de cadouços ideais para momentos de repouso, assim como o jardim Soares Mendes e o jardim do busto Dr. Manuel Rodrigues, ambos na sede de Freguesia.
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Abrantes

Abrantes é uma cidade do Centro do País, sede de concelho, situada numa encosta sobre o vasto Rio Tejo, dona de uma rica história que a tem acompanhado ao longo dos séculos. De facto, as origens de Abrantes estão perdidas no tempo, tendo sido conquistada aos Mouros pelo primeiro Rei Português, D. Afonso Henriques que, em 1173 doa a povoação à ordem de Santiago da Espada. Devido à sua estratégica localização sobre o Rio Tejo, Abrantes foi de suma importância militar, sobretudo na época da Reconquista e durante as Invasões Francesas, como ainda hoje nos conta o seu Castelo. A sua localização fez igualmente com que Abrantes fosse um importante porto fluvial estratégico no comércio tradicional, com destino a Lisboa, até aos anos 70. O Centro Histórico da cidade é constituído por casario de traça antiga, florido, tendo mesmo outrora sido considerada a cidade mais florida do País, e vale a pena visitar o seu Património edificado, começando pelo Castelo, as Igrejas de Santa Maria do Castelo (século XV), de São Vicente, de São João Baptista, ou a da Misericórdia, bem como os Conventos de Nossa Senhora da Esperança e o de São Domingos. A merecer destaque está a Casa dos Almadas, outrora o Paço Real de Abrantes, também a Casa da Câmara, o Museu D. Lopo de Almeida, localizado na Igreja de Santa Maria do Castelo e no Ecomuseu de Martinchel, a poucos metros da Barragem de Castelo de Bode, e também a Galeria Municipal de Arte, com diversas exposições temporárias. Bem tradicional em Abrantes, é a doçaria, famosa pelos seus doces regionais confeccionados à base de ovos e açúcar como as Tigeladas e a Palha de Abrantes.

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